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sábado, 4 de junho de 2016

CURSO DE APH BOFETE - 2016



O atendimento pré-hospitalar (APH) é destinado às vítimas de trauma, violência urbana, mal súbito e distúrbios psiquiátricos. Visa estabilizar o paciente de forma eficaz, rápida e com equipe preparada para atuar em qualquer ambiente e remover o paciente para uma unidade hospitalar. 

Em 2002, tendo em vista o crescimento da demanda por serviços de urgência e emergência e ao real aumento do número de acidentes e da violência urbana, o Ministério da Saúde aprovou a regulamentação técnica dos sistemas estaduais de Urgência e Emergência, por meio da Portaria 2048, ratificando que esta área constitui-se em um importante componente da assistência à saúde. No ano seguinte, a Portaria1864/GM deu início à implantação do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU-192) nas modalidades suporte básico e avançado de vida, atuação desenvolvida em todo o território brasileiro pelos Estados em parceria com o Ministério da Saúde e as Secretarias Municipais de Saúde.  A Enfermagem ainda conta com a  Resolução Cofen 375/2011, que dispõe sobre a presença do enfermeiro    no Atendimento Pré-Hospitalar e Inter-Hospitalar, em situações de risco conhecido ou desconhecido.

No Brasil, o APH envolve o Corpo de Bombeiros, o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e também as empresas particulares. A enfermagem participa em todas essas vertentes e como em qualquer outra área do cuidar, deve estar alicerçada em conhecimento, capacitação técnica e humanização.



No que consiste o serviço de atendimento pré-hospitalar (APH)?
O nome pré-hospitalar caracteriza-se pelo atendimento à vítima antes da mesma chegar ao hospital, podendo ser em locais habitados normalmente (ruas, residências, comércios etc.), locais de difícil acesso como buracos, galerias fluviais, escombros e outros, além do atendimento aquático; logicamente, para isso, a equipe requer treinamento. Nestes locais iniciamos a prestação do serviço de saúde básico ou avançado. Após estabilização, a vítima é encaminhada para o hospital por meio do melhor recurso disponível, entre eles ambulância, helicóptero ou lancha. 


Existe um protocolo nacional de atendimento?
O Brasil segue é o modelo americano, criado em 1990 por representantes da 
American Heart Association (AHA), da European Resuscitation Council (ERC), da Heart and Stroke Foundation of Canada (HSFC) e da Australian Resuscitation Council (ARC). Ele nasceu da necessidade de se criar nomenclatura na ressuscitação e pela falta de padronização de linguagem nos relatórios relativos à parada cardíaca em adultos em ambiente extra-hospitalar. Em 1992, durante a conferência internacional "Resuscitation 92", Brighton, na Inglaterra, propôs-se uma cooperação internacional contínua por meio de um comitê de ligação permanente, multidisciplinar, para diretrizes na área. Assim, ficou determinado que o “LS” life support seria a maneira de disseminar e padronizar os atendimentos no APH. Nos dias atuais são esses protocolos que vigoram pelas Américas e Europa, claro que cada local com suas peculiaridades. No Brasil, em 1976, o médico Ari Timerman despertou interesse sobre ressuscitação e teve acesso aos protocolos da AHA. Logo depois, John Cook Lane trouxe ao Brasil os primeiros cursos de ressuscitação e publicou os primeiros livros na língua portuguesa. Em seguida, os cursos começaram a ser ministrados no Brasil em parceria com o Hospital Albert Einstein.  Os protocolos estão disponíveis para acesso no site da AHA - www.heart.org .

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