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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Em Campinas, água de reuso em incêndios


O Corpo de Bombeiros de Campinas (SP) será a primeira corporação do Brasil a utilizar água de reuso para atender ocorrências de incêndio do município, segundo a Sanasa. A medida, que deve ser aplicada em um prazo de três meses, faz parte do plano acertado entre a Prefeitura e a autarquia em maio deste ano para amenizar a crise hídrica da cidade.

Segundo o capitão do Corpo de Bombeiros Alexandre Doll de Moraes, a instalação de quatro reservatórios para água de reuso diminuirá em 80% a utilização de água potável pela corporação. Eles serão abastecidos pela Sanasa. “Atualmente todos os caminhões usam água potável, o que gera um custo alto para o município”, pontua o capitão.

De acordo com Moraes, o início para a utilização da água de reuso deve começar em três meses, já que a compra e instalação dos reservatórios passará pelo processo de licitação. Ainda segundo o capitão, o convênio entre a Prefeitura, a Sanasa e a Corporação estava em pauta desde o início do ano, porém o acerto aconteceu em 30 de maio, depois que foi colocado em prática o tratamento de água de reuso para abastecer o município.

Planos

Atualmente a corporação conta com cerca de dez caminhões e segundo Moraes, na maioria das ocorrências o reservatório dos veículos é suficiente para combater os incêndios, sendo a incidência de reabastecimento nos hidrantes baixa. No entanto, de acordo com os bombeiros, há um plano futuro da Sanasa de abastecer os hidrantes da cidade também com água de reuso.

Os quatro reservatórios, todos com capacidade de 20 mil litros, serão instalados no quartel do Jardim do Lago, no Jardim Anchieta, no Jardim Eulina e Taquaral. Os quartéis do Centro e do Jardim das Oliveiras utilizarão das reservas das outras quatro corporações. Segundo Moraes, em 2013 a corporação utilizou 9 mil metros cúbicos de água, o que totaliza cerca de 9 milhões de litros de água potável.

Crise hídrica
Segundo a Sanasa, nesta sexta-feira (20) a vazão de água no Rio Atibaia, que abastece 95% de Campinas (SP), chegou a seis metros cúbicos por segundo no ponto onde é feita a captação. Segundo o diretor técnico da empresa, Marco Antônio dos Santos, o município vai recorrer ao estado para aumentar a abertura do Sistema Cantareira para a região caso este valor chegue a cinco metros cúbicos por segundo. A estimativa do técnico é que, caso as condições mantenham-se regulares, isso ocorra nos próximos 10 ou 15 dias.

Caso a previsão se confirme, esta será a segunda vez no ano que Campinas recorre ao Departamento de Águas e Energia Elétrica para conseguir uma vazão maior de água para a região por conta da crise hídrica. O fluxo de água normal no Atibaia para o mês de junho seria de 16 metros cúbicos por segundo. Há 15 dias, no entanto, o valor estava em nove; no início desta semana, chegou a sete; e caiu para seis nesta sexta-feira.

(Matéria publicada no site G1 – globo.com – 21.06.2014)



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